Uma fotografia deu origem a memes e a críticas. A fadista de 40 anos fartou-se e esclareceu a polémica — com outra foto controversa. Veja abaixo:

Podia ter sido apenas mais uma publicação no Instagram de Cuca Roseta. Podia, mas não foi. Quando este sábado, 11 de junho, a fadista partilhou uma imagem sua num restaurante açoriano, estava longe de imaginar que seria o rastilho para uma polémica nas redes sociais.

Nas imagens partilhadas, a cantora surge em pose, com umas calças de licra transparentes e um top curto. Na publicação, enaltecia a qualidade do “melhor bacalhau do mundo” da Casa do Bacalhau. “Divinal, mon dieu”, anotou no Instagram, antes do seu concerto no Coliseu Micaelense.

Primeiro, vieram as brincadeiras. Depois, a controvérsia. No Twitter, brincou-se com as poses preparadas na sessão fotográfica improvisada. “Senhor Carlos, não traga a conta que eu vou fazer uma publicação no Insta que vai dar muita visibilidade ao seu restaurante”, escrevia um utilizador.

Foi o mote para dezenas de memes, entre eles o célebre Insónias em Carvão, que se substituiu à própria Cuca Roseta na imagem. Já no Facebook, o também fadista Nuno da Câmara Pereira foi mais cáustico. “Não tenho hipótese. Desisto de tentar”, escreveu ao lado da fotografia de Cuca Roseta, que partilhou.

“Desisto de mostrar o que não é o fado e que cada vogal tem o seu valor próprio consoante a posição em que se coloca ela mesmo na palavra… perdida ou não.”

A polémica regressou este domingo à origem, com a cantora a recorrer ao Instagram para responder às críticas. “Olá, eu sou a Cuca Roseta e estas são as minhas nádegas, traseiro, glúteo, rabo ou o que lhe quiserem chamar”, explicou no texto que acompanha a imagem.

Numa longa publicação, a fadista explica que tudo começou com a foto que partilhou com “felicidade e inocência”, antes de ser “inundada de mensagens” a dizerem “o que devia vestir ou não devia vestir e fazer ou não fazer”.

“Vamos lá ver meus senhores, vivemos de uma forma livre, em que seja qual for a cultura onde nascemos cada um tem o direito de vestir o que quiser e bem lhe entender, desde os indígenas aos que utilizam burca e não ser julgado ou criticado pela diferença”, explicou.

“Hoje o meu rabo e a minha voz, assim como o meu espírito e a minha alma vão estar no palco da Mealhada, a cumprir com a única missão a que nos somos propostos a cada dia desde de que nascemos e nos é dado um dom: Fazer os outros felizes e levar-lhes todo o amor e luz através dos instrumentos que nos são dados para tal”, concluiu. “Chega de guerras! O mundo precisa de Respeito e de Amor.”

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